quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sandy. Essa moça é de família?

Assistimos nos últimos dias à notícia que a cantora Sandy, em entrevista à revista “Playboy”, teria comentado sobre uma de suas preferências quanto à prática do sexo, no caso, o anal. Posterior a esse fato, noticiou-se um possível comentário de seu pai, o cantor Xoxoró, em que lamentava o pronunciamento de sua filha, subentendo-se que, no primeiro caso, a cantora, que sempre demonstrou uma sólida formação moral, estaria “libertando-se” dessa condição. No segundo, em entrevista à Folha de São Paulo, o pai demonstraria estar decepcionado com a declaração, pelo fato de ter sido frustrado seu pretenso empenho paterno-familiar de possibilitar uma permanente integridade moral para a filha. Sonho que todos os pais e mães, quando dedicados a esse afinco, constroem sobre o futuro de seus filhos.

Nenhuma coisa nem outra. Nas duas situações os fatos foram distorcidos em função da publicação de frases deslocadas do contexto das entrevistas e das respostas dadas.

Ao ler e ao ouvir as entrevistas em suas totalidades, disponibilizada no próprio site da revista playboy, pode-se constatar que a cantora não havia feito essa afirmação, mas sim respondido a uma pergunta na qual se solicitava a sua opinião sobre essa prática sexual. A resposta foi enfática ao afirmar que essa questão era de fórum íntimo e que, portanto, cada um faz a sua escolha e que, pelo mesmo motivo, também não entraria nesse tipo de comentário.

Já no caso do cantor Xororó, o mesmo não teria se decepcionado com a filha, mas sim afirmado com veemência que, mesmo sem ter lido a entrevista e confiando na sua forma de educar, tinha certeza que sua filha não teria feito essa afirmação e que tal publicação certamente encontrava-se deslocada do conteúdo geral da entrevista.

Sem entrar no mérito da postura ética dos responsáveis pelas publicações, o que demandaria um comentário distinto do que se pretende aqui, notamos que, nas duas situações, fica demonstrada a solidez de uma formação moral. A filha se priva de comentário que possa fragilizar essa formação e o pai, seguro de seu papel moral, não tem dúvidas quanto à postura da filha.

O que se evidencia nesse ocorrido é que a formação moral de uma pessoa constrói-se ao longo de sua vida e que, quando edificada com confiança e com segurança, não se abala mesmo em situações em que se possa colocar em risco tal solidez.

Está aí a possibilidade de tirarmos desses fatos um bom ensinamento, ensinamento, aliás, que se faz presente há muito tempo: “Aquele que educa seu filho terá nele motivo de satisfação[...]” Ecl 30, 2.

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